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超越全球北方的英语化:巴西管理研究中的依赖、斗争与抵抗

Englishization Beyond the Global North: Dependency, Struggle, and Resistance in Brazilian Management Research

Academy of Management Learning and Education · 2025
被引 1
ABS 4*

中文导读

本文基于依赖理论和后殖民理论,通过定性研究分析巴西管理学者如何应对英语化压力,发现精英机构压力集中、巴西期刊也转向英语,导致“弗兰肯斯坦”论文出现,但学者通过策略性服从、后殖民矛盾心理和反霸权抵抗进行协商。

Abstract

This paper advances understanding of Englishization in management research by addressing a key limitation in the existing literature: its predominant focus on the Global North, especially Europe. Drawing on dependency theory and postcolonial theory, we examine how management academics experience and navigate Englishization in Brazil. Based on qualitative research, we found that Brazilian academics, like their European counterparts, faced growing pressures to publish in international journals, effectively compelling publication in English, though such expectations were largely concentrated in elite institutions. We also found that Brazilian journals themselves increasingly adopted English in pursuit of international visibility, thereby intensifying pressure to publish in English and extending Englishization beyond the elite. One consequence was the publication of “Frankenstein” papers—the result of limited English proficiency and financial constraints—which paradoxically risked undermining the visibility Brazilian journals sought to enhance. Yet Englishization was not passively accepted: it was actively negotiated through strategic compliance, postcolonial ambivalence, and counter-hegemonic resistance. These findings contribute to a more nuanced, context-sensitive, and theoretically-informed understanding of Englishization by applying postcolonial and dependency perspectives to highlight its uneven trajectory across and within national contexts and to show how it is entangled with enduring Global North–South inequalities. Este artigo avança na compreensão da Inglicização na pesquisa em administração ao abordar uma limitação central da literatura existente: seu foco predominante no Norte Global, especialmente na Europa. Com base na teoria da dependência e na perspectiva pós-colonial, examinamos como acadêmicos da área de administração vivenciam e lidam com a inglicização no Brasil, um importante sistema acadêmico do nosso campo fora do Norte Global. A partir de uma pesquisa qualitativa, constatamos que acadêmicos brasileiros, assim como seus pares europeus, enfrentam expectativas crescentes de publicação em periódicos internacionais), embora tais expectativas estejam majoritariamente concentradas em instituições de elite. Notadamente, os próprios periódicos brasileiros passaram a adotar crescentemente o inglês na busca por visibilidade internacional, intensificando, assim, a pressão por publicar em inglês e ampliando a inglicização no Brasil. Uma das consequências observadas foi a publicação de artigos “Frankenstein”—resultado da proficiência limitada em inglês e de restrições financeiras—os quais, paradoxalmente, podem comprometer a visibilidade que os periódicos brasileiros almejam ampliar. No entanto, a inglicização não foi passivamente aceita: ela foi ativamente negociada por meio de conformidade estratégica, ambivalência pós-colonial e resistência contra-hegemônica. Esses achados contribuem para uma compreensão mais matizada e sensível ao contexto da inglicização, ao evidenciar sua trajetória desigual entre e dentro dos contextos nacionais, e ao mostrar como ela se entrelaça com as persistentes desigualdades entre Norte e Sul globais.

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